Torcer pelo time do coração pode levar a um infarto? Tire essa e outras dúvidas


Torcer durante uma partida decisiva de futebol pode levar a um infarto? Estudos já mostraramque jogos importantes podem elevar a ocorrência de ataques cardíacos. Porém, se o time “do coração” vencer, o efeito pode ser exatamente o oposto: a chance de sofrer um problema diminui.
“Toda situação de estresse emocional pode desencadear eventos cardíacos graves, dependendo da suscetibilidade da pessoa”, explica o cardiologista Adalberto Lorga Filho, presidente da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac).
Segundo ele, é preciso levar em conta que ver futebol com os amigos e extravasar também tem seu lado positivo. Portanto, só deve evitar um jogo decisivo o torcedor que sabe que tem algum problema no coração (ou pelo menos desconfia) e não trata adequadamente.
Tossir ajuda o infartado. MITO: no momento da tosse, a pressão intratorácica aumenta, mas isso não traz qualquer benefício para quem está enfartando. Portanto, não existe nenhuma recomendação médica nesse sentido. Quem suspeitar que esteja sofrendo um infarto deve se dirigir a um hospital e, caso não tenha alergias, pode tomar uma aspirina
 Fazer check-ups anuais é suficiente para evitar surpresas. VERDADE: homens e mulheres a partir dos 30 anos deveriam fazer exames anualmente para verificar como está a saúde do sistema cardiocirculatório. Se for encontrado algum fator de risco, como glicose elevada e, pressão alta, talvez a pessoa precise de um acompanhamento em intervalos menores, segundo a recomendação do cardiologista. “Varia um pouco de caso a caso, mas, na média, uma vez por ano está bom. Mesmo uma pessoa que não apresente nada preocupante, não dá para esperar quatro, cinco anos para fazer novos exames”, diz o cardiologista Carlos Costa Magalhães
 Problemas para dormir aumentam a chance de se ter um infarto. PARCIALMENTE VERDADE: não é qualquer problema de sono, como insônia e roncos, que predispõe a infartos. Apenas a apneia do sono, quando a pessoa tem a respiração interrompida por ao menos dez segundos, está associada a riscos mais elevados de infarto, especialmente de madrugada e pela manhã, segundo o cardiologista Carlos Costa Magalhães. Em geral, sofre com a apneia quem está acima do peso, então a melhor receita para melhorar o sono e diminuir os riscos de problemas cardíacos é emagrecer e fazer exercícios físicos
 Alimentação saudável evita problemas no coração. VERDADE: indiretamente, uma dieta saudável também ajuda o coração a ficar mais saudável. “No decorrer dos anos, uma pessoa que consome muito sal pode ficar hipertensa; quem sempre come fritura pode ter colesterol alto, quem usa açúcar em excesso pode desenvolver diabetes”, diz o Marcos Knobel, cardiologista do Hospital Albert Einstein. Hipertensão, colesterol alto e diabetes são fatores de risco para problemas do coração
Tomar uma aspirina ajuda quem estiver enfartando. VERDADE: “A aspirina é uma medida simples e extremamente importante para diminuir o risco de morte durante um infarto”, afirma o cardiologista Marcos Knobel. Entretanto, não há uma recomendação oficial de organizações médicas para que se tome em casa, porque os sintomas de infarto podem facilmente ser confundidos com problemas gástricos
 Quem tem sopro ou arritmia não pode praticar esporte. MITO: é comum que pacientes com sopro ou arritmia possam fazer atividades físicas normalmente. O impedimento vale só para casos graves. “O sopro é uma manifestação clínica e só um cardiologista pode avaliar o que ela significa, se é uma alteração importante no coração ou um evento sem consequências. O mesmo vale para a arritmia”, explica o cardiologista Marcos Knobel
 Uma pessoa pode enfartar e não perceber. VERDADE: segundo uma pesquisa do Datafolha e da Sociedade Brasileira de Cardiologia com pessoas que já sofreram infarto, apenas 2% souberam reconhecer os sintomas do problema. “O mais clássico é um aperto no lado esquerdo do peito, que pode se irradiar para o braço, mandíbula e pescoço. Mas os sintomas podem ser muito variados”, explica o cardiologista Marcos Knobel. Portanto, em especial para quem tem fatores de risco, todo novo indício deve ser encarado com muita seriedade; o conselho dos especialistas é procurar ajuda médica o quanto antes
Quem tem marca-passo precisa de cirurgias regulares para trocar bateria. VERDADE: um marca-passo tem uma vida útil média de 10 anos. Com acompanhamento médico é possível saber quando está na hora de trocar as baterias. “Mas em geral é um procedimento bem simples, que se faz com anestesia local e apenas um dia de internação”, informa o cardiologista Marcos Knobel
 Não adianta ter desfibriladores em locais públicos porque as pessoas não sabem como usá-los. MITO: “Muitas vidas já foram salvas por causa do uso rápido desses desfibriladores”, garante o cardiologista Marcos Knobel. Segundo ele, são aparelhos de uso “extremamente simples”, mas para que ainda mais vidas fossem salvas, o ideal seria que toda a população recebesse algum treinamento básico em primeiros-socorros, o que incluiria aprender como usar os desfibriladores
A Síndrome do Coração Partido atinge apenas mulheres. MITO: apesar de 90% dos casos serem com mulheres mais velhas, alguns homens também têm este problema. Os sintomas são parecidos com infarto do miocárdio, como dor forte no peito, falta de ar e até desmaio e surgem geralmente após algum rompimento ou perda muito importante, como divórcio ou viuvez. Ninguém sabe ao certo por que a síndrome ocorre. Uma hipótese sugere que o organismo da mulher sofre uma descarga maior de adrenalina que o do homem
Torcer durante uma partida decisiva de futebol pode levar a um infarto? PARCIALMENTE VERDADE: “Toda situação de estresse emocional pode desencadear eventos cardíacos graves, dependendo da suscetibilidade da pessoa”, explica o cardiologista Adalberto Lorga Filho, presidente da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac). Mas, segundo ele, é preciso levar em conta que ver futebol com os amigos e extravasar também tem seu lado positivo. Portanto, só deve evitar um jogo decisivo quem sabe que tem algum problema no coração (ou pelo menos desconfia) e não trata adequadamente
 Doenças do coração matam mais homens que mulheres. MITO: embora entre a população mais jovem a mortalidade seja maior entre os homens, as mulheres perdem a sua “vantagem” com o passar do tempo. Na faixa etária a partir dos 70 anos, são as mulheres as principais vítimas. “Os hormônios femininos protegem as mulheres até a menopausa. Depois disso e com o avançar da idade, a mortalidade feminina sobe”, afirma o presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), Carlos Costa Magalhães
 Obesos têm mais problemas no coração. VERDADE: a obesidade é um fator de risco para problemas cardíacos, sobretudo porque predispõe a pessoa a ter pressão alta, colesterol elevado e diabetes. “É o que chamamos hoje de síndrome metabólica. Pessoas com excesso de peso e algum desses outros fatores têm mais chance de sofrer um infarto ou derrame”, diz o cardiologista Carlos Costa Magalhães
 Pessoas que praticam exercícios com frequência estão livres destes problemas. MITO: atividades físicas são ótimas para proteger o sistema cardiocirculatório, mas não dá para se dizer que a proteção é 100%. “Ao fazer exercício, o corpo libera óxido nítrico, substância que atua relaxando as paredes das artérias”, explica o cardiologista Carlos Costa Magalhães. O médico lembra ainda que, no momento que parou de praticar, a proteção acaba. Ou seja, ninguém fica com créditos acumulados por ter sido um atleta por 30 anos
Sedentários, desde que não obesos ou fumantes, estão livres destes problemas. MITO: não dá para falar que um sedentário está livre de problemas do coração, pois alguém que faz atividades físicas regularmente tem ainda menos chances. Mas é verdade que, para doenças cardíacas, o sedentarismo não é tão grave como obesidade, hipertensão, colesterol alto, diabetes e fumo, garante o cardiologista Carlos Costa Magalhães. “Só o sedentarismo faz menos mal”, diz
 Cigarro não faz mal ao coração, já que costumamos ver idosos que fumaram a vida toda e não têm problemas. MITO: o tabaco é sim um fator de alto risco para o sistema cardiocirculatório, garante o cardiologista Carlos Costa Magalhães. “O fumo agride a parede das artérias, causando um problema chamado de arteriosclerose, e também promove a formação de trombos, que podem entupir algum vaso”, explica o médico. O risco vale até para os fumantes passivos. Segundo o cardiologista, encontrar um idoso que fumou a vida inteira e não tem problemas é algo raro, como ganhar na loteria
 Pessoas sem nenhum fator de risco podem ter problemas do coração. VERDADE: é raro, mas pode acontecer de alguém sem nenhum fator de risco sofrer um infarto ou derrame. “Mas o mais comum é a pessoa não ter conhecimento de que possui algum problema”, afirma o cardiologista Carlos Costa Magalhães. Isso acontece porque pressão alta, colesterol elevado e diabetes podem ser assintomáticos durante muito tempo. Só mesmo exames clínicos e laboratoriais podem detectar cedo esses problemas
Café faz mal para o coração. MITO: embora algumas pessoas possam sentir palpitações ao ingerir grande quantidade de cafeína, que é um estimulante, não há nenhuma evidência científica indicando que ele prejudica o coração, afirma o cardiologista Carlos Costa Magalhães. “A cafeína é um estimulante e, talvez, em algumas pessoas, possa contribuir para que algum sintoma já existente apareça. Mas ela não vai provocar nenhum problema”, diz
As doenças do sistema cardiocirculatório são as principais causas de morte no Brasil e no mundo. Os riscos podem ser reduzidos com hábitos de vida saudáveis, como ter uma alimentação balanceada, fazer exercícios e não fumar. Médicos aconselham, ainda, exames periódicos para acompanhar os sinais de perigo antes de se sofrer um evento grave.
Apesar de tão prevalentes, as doenças do coração ainda são envoltas por concepções equivocadas. Além de Lorga Filho, o presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), Carlos Costa Magalhães, e o cardiologista Marcos Knobel, do Hospital Albert Einstein, esclarecem alguns mitos e verdades sobre o tema.
Fonte: Negócio.uol

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