Mulheres: como usar a internet para alavancar a carreira


SOMOS MAIS ATIVAS DO QUE OS HOMENS NAS REDES SOCIAIS E ESTAMOS GANHANDO DESTAQUE NA INTERNET. SAIBA COMO USAR ESSE AMBIENTE A FAVOR DO SEU SUCESSO

Mulher trabalha em frente ao computador
Nova York – Uma década atrás, um estudo mostrava que, nos Estados Unidos, o número de mulheres na internet tinha ultrapassado o dos homens. Naquela época, nossos interesses pareciam resumidos a sites de fofocas de celebridades e assuntos relacionados a saúde, maternidade e filhos. De lá para cá, o comportamento das internautas mudou. Apesar de ainda não sermos maioria na web, dominamos as redes sociais, como Facebook e Twitter.
Passamos mais tempo online do que os homens, compartilhamos informações e buscamos mais do que contato com os amigos: queremos também oportunidades de trabalho, conhecimento e fazer networking. “As possibilidades são inúmeras. Elas são capazes de se identificar rapidamente com outras, que podem partilhar dos mesmos objetivos de vida”, diz Jessica Smith, que foi eleita uma das 25 mulheres mais influentes nas redes sociais pelo TopRankBlog em 2010, em entrevista à Você S/A.
Apesar de participarem dos mesmos sites, o comportamento entre os sexos é bem diferente. Nós, mulheres, queremos estar conectadas com familiares, antigos colegas de escola e pessoas parecidas conosco. Eles querem recolher informações que julgam importantes para o trabalho ou sobre futuras namoradas.
Lady Gaga: a rainha do Twitter
  • • Escreveu mais de 700 tweets desde março de 2008, quando fez sua conta.
  • • Em agosto do ano passado, quando ultrapassou Britney Spears em número de seguidores do microblog, ela tinha 5,7 milhões de followers. Hoje, mais de 9 milhões de pessoas acompanham a cantora.
  • • Lady Gaga posta fotos, vídeos, fala de sua vida pessoal e chama, carinhosamente, seus fãs de monstros.
Quanto à exposição da vida pessoal, nós costumam ser bem mais abertas do que os homens. A americana Heather Armstrong começou a escrever um blog no início de 2001. Na época, ela era solteira e contava sobre sua rotina, trabalho como webdesigner e namorados. Hoje, dez anos depois, os assuntos preferidos continuam tão comuns como antes, com a diferença de que, agora, ela tem uma família e recebe cerca de 10 000 visitas diárias em seu site Dooce. com.
Considerada uma das mulheres mais influentes na mídia segundo a revista Forbes, Heather também faz palestras e lançou um livro sobre maternidade e uma compilação com histórias de outros blogueiros famosos e dos pais deles. No Twitter, já tem mais de 1,5 milhão de seguidores. O que começou como hobby hoje rende a ela entre 30 000 e 50 000 dólares por mês, segundo perfil publicado em fevereiro no jornal americano The New York Times, que a chama de “rainha das mães blogueiras”.
Como tantas outras mulheres, Heather divide na internet suas angústias e alegrias. A diferença é que ela usa doses de humor e tem uma admirável visão para os negócios. Ao perceber o acesso crescente, começou a vender espaços em seu site e hoje tem até contrato com uma operadora de telefonia.
“Há dias em que eu não tiro o meu pijama, mas suspeito que muitas pessoas que trabalham em casa têm o mesmo luxo”, escreve no site. No Brasil, a participação ativa nas redes sociais conta pontos na hora da contratação.
A paulistana Camille Pessoa, de 29 anos, criou o “Blogueiras Científicas” durante seu mestrado. A ideia era usar o blog para trocar informações com outras estudantes, mas a atividade rendeu frutos. Hoje, Camille representa a marca de fraldas Pampers e interage diretamente com as mães de todo o país.
“Para atuar na posição da Camille, o community manager, o profissional é escolhido de acordo com um perfil muito específico para cada marca. No caso da Pampers, queríamos uma mãe com filhos que usem fraldas”, diz Marina Mizumoto, gerente de comunicação da Procter & Gamble Brasil.
Mais tempo online, maiores oportunidades
Mais ativas nas redes sociais, nós também passamos mais tempo de nosso dia online e compartilhamos mais informações, vídeos e fotos do que os homens. No Twitter, escrevemos duas vezes mais posts do que eles e somos maioria na lista dos dez mais seguidos. São sete as representantes do sexo feminino.
A cantora Lady Gaga está na primeira posição, com mais de 9 milhões de pessoas acompanhando o que ela escreve quase todos os dias. No terceiro lugar está Britney Spears (atrás do cantor Justin Bieber e à frente do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que está em quarto). As sete mulheres mais poderosas do Twitter encontraram uma ferramenta para divulgar os trabalhos.
Ivete Sangalo tem a melhor posição feminina de uma brasileira. Está no 60o lugar, com mais de 2,2 milhões de seguidores. As oportunidades são inúmeras. Jessica Smith criou um blog no qual escrevia sobre a vida corrida de uma mãe que trabalha fora.
O site chegou a ter 65 000 acessos por mês. Hoje, ela continua escrevendo (www.jessicanow.com) e também é diretora de marketing online de uma empresa de consultoria. Mas será que existe fórmula para o sucesso nas redes sociais? “Pode ser tentador imitar o que outra mulher de sucesso está fazendo, mas essa não é a melhor opção. Sugiro que as mulheres abracem seus próprios pontos de vista sempre. Isso fará diferença”, diz Jessica. O recado está dado.
Mulheres x homens
 Apesar de os homens serem maioria na internet, as mulheres passam 8% mais tempo online do que eles, o que representa uma média de 25 horas por mês.
 Nas redes sociais, elas estão mais presentes do que os homens. A maior participação feminina está na América Latina, onde 94,1% das internautas fazem parte de alguma rede social.
 As mulheres ficam muito mais tempo em sites de redes sociais do que os homens: 5,5 horas por mês em média (eles ficam, em média, 4 horas).
 Nem todos os usuários produzem conteúdo – no Brasil, apenas 16%. São as mulheres entre 18 e 24 anos as que mais geram informações.
 Nos Estados Unidos, um terço das mulheres com idade entre 18 e 34 anos checa o Facebook logo que acorda, antes de levantar da cama, e 21% checam o site no meio da noite.
 Mais da metade das jovens (57%) fala mais com as pessoas pela internet do que pessoalmente.
 48% das mulheres solteiras e 43% das casadas checam a vida do exnamorado pelo Facebook.
 Nos Estados Unidos, internautas do sexo feminino ficam 20% mais tempo em sites de varejo e fazem mais compras online do que os do sexo masculino.
Fonte: Revista Exame

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