Primeira vez na Europa? Veja dicas para percorrer de trem o Velho Continente


Em épocas de companhias aéreas de baixo custo e compras rápidas de bilhetes pela internet, viajar de trem pela Europa parece ter perdido a popularidade de décadas passadas.
Mesmo assim, deslocar-se pelos mais de 220 mil km de vias ferroviárias ainda tem suas vantagens, sobretudo quando do lado de fora o passageiro conta com a possibilidade de ter diante dos olhos as belas paisagens do território europeu.
Quando vale a pena optar pelas viagens de trem, qual classe escolher e quais procedimentos devem ser tomados antes de embarcar? A reportagem testou por quase três meses seguidos os serviços ferroviários na Europa e as dicas você confere abaixo.
Estações: Quase sempre conectadas com linhas de metrô ou terminais de ônibus, as estações de trem costumam estar localizadas em áreas centrais das cidades que evitam a necessidade de longos deslocamentos ou ter que recorrer aos caros serviços de táxi.
Ao chegar pela primeira vez na cidade, procure o balcão de informação turística ou a bilheteria local e garanta um mapa da rede ferroviária e suas integrações com outros meios de transporte.
Classes: Assim como nas companhias aéreas, os vagões dos trens são divididos em primeira e segunda classes. O serviço é, praticamente, o mesmo em ambas as categorias e o passageiro só sente mesmo a diferença na hora de pagar pelos bilhetes.
Considere investir em uma passagem mais cara caso você faça questão de viajar em uma cabine privativa (lembre-se que esta também pode ser dividida com outros passageiros); contar com mais espaço entre as poltronas (diferencial valioso em tempos de espaços reduzidos nas aéreas) e, mais importante, ter a possibilidade de levar consigo suas bagagens. Para quem viaja a trabalho (ou para aqueles que não conseguem se desconectar do mundo tecnológico), a primeira classe é também a possibilidade de ter mesas individuais e tomadas à disposição.
Check-in: Este talvez seja o item que mais pesa a favor das viagens ferroviárias na hora de escolher o meio de transporte em território europeu. Uma vez escolhido o destino (e com as informações básicas em mãos como número do trem e plataforma de partida), o embarque é, praticamente, imediato e a compra do bilhete pode ser feita dentro do próprio trem.
Isso significa dizer que é possível chegar para embarque alguns minutos antes da saída, sem a necessidade de chegar com tanta antecedência para realizar check in. Lembre-se, também, de que algumas rotas são mais concorridas, por isso vale conferir a necessidade (ou não) de fazer reserva antecipada de assento.
Horários: As partidas dos trens são rígidas e, raramente, existem atrasos ou cancelamentos. Para viajar sem sustos, chegue antes para confirmar a plataforma de saída e embarque com antecedência com documentos e bilhetes em mãos. Em muitos casos, as paradas nas estações são extremamente curtas, e contam apenas com breves intervalos para embarque e desembarque.
Uma vez a bordo, observe que nem sempre as paradas seguintes são anunciadas (e muitas vezes podem ser feitas em um idioma desconhecido como no Leste Europeu). Para viajar tranquilo, procure ter anotado o horário previsto de chegada a sua estação de destino ou informe-se com algum funcionário (passageiros locais também são fonte de informação segura).
Para procurar os horários dos trens acesse: http://portugues.eurail.com/enpt/planning. Os trens que exigem a reserva vão ter anotações como “subject to compulsory reservation” (“sujeito a reserva obrigatória”, em português). Clique na seta vermelha ao lado do horário do trem e veja os comentários e condições.
Em muitos casos é necessário fazer troca de trens, cujos intervalos entre um e outro podem chegar a, desesperantes, quatro minutos. Verifique se há outros trens saindo para o seu local de destino em outros horários e com intervalos maiores.
Bagagens: Não existe despacho de malas em viagens ferroviárias, de modo que você será responsável por sua bagagem durante toda a viagem (inclusive na hora de subir e descer dos vagões). Os espaços internos costumam ser reduzidos e, na segunda classe, as malas viajam em prateleiras que nem sempre ficam próximas do passageiro. Por isso, pegue leve na hora de preparar a bagagem para viajar de trem.
Trem ou Avião: É comum dizer que viagens ferroviárias com duração superior a quatro horas devem ser substituídas pelo avião. No entanto, nem sempre o tempo (e valor) gasto para deslocamento até aeroportos e a antecedência necessária para trâmites de embarque (certos terminais aéreos europeus adotam medidas capazes de tirar a paciência até do mais experiente dos viajantes) compensam a troca de um tipo de viagem pelo outro. O maior conforto, a falta de burocracia no embarque e a possibilidade de ter uma paisagem diferente diante dos olhos em alguns trechos contam a favor do trem.
O passageiro, por outro lado, deve optar pelo avião caso este não tenha muito tempo para deslocamentos demorados ou quando as passagens promocionais das companhias aéreas de baixo custo (incluindo as inevitáveis taxas extras de bagagem e pagamento via cartão de crédito) ultrapassam, consideravelmente, o valor do trecho de trem.
Além disso, considere que os trens no lado leste da Europa são mais lentos e com estrutura mais simples, mas uma viagem ferroviária ao lado de locais pela região dos Bálcãs é uma das experiências mais autênticas e interessantes no Velho Continente.
Noite: Viagens noturnas só valem a pena se feitas em trajetos de longa distância (afinal de contas não será nada agradável chegar de madrugada em um destino desconhecido ou ter que esperar para dar entrada no hotel). E vale lembrar que, muitas vezes, o preço do bilhete é inferior ao de uma diária de hotel.
Se você tem sono leve (e este, certamente, será incomodado devido às paradas intermediárias para embarque de novos passageiros ou revista de documento e bilhetes), invista em uma cabina na primeira classe (onde há menos assentos e, com sorte, é possível ocupar também a poltrona vazia ao lado na ausência de outros passageiros) ou em uma couchette, compartimentos equipados com beliches.
Refeições: Nenhum bilhete de trem, ainda que de longa distância, inclui refeições a bordo. Algumas empresas da Europa contam com vagão-restaurante que servem refeições como almoço e jantar ou carrinhos que passam pelos corredores com opções de bebidas e pequenos lanches.
Porém, os preços dos produtos costumam ser elevadíssimos (uma garrafa pequena de água pode custar exagerados 3€ e uma xícara de café solúvel beirar os 4 €). A melhor saída para economizar é fazer como os europeus: leve sem medo o seu próprio lanche e bebidas.
Peculiaridades: O estilo e a tecnologia dos trens podem variar em cada país. Por isso não espere o mesmo conforto e facilidades dos trens alemães em uma viagem pelo Leste Europeu, onde os vagões costumam ser mais velhos e os deslocamentos mais lentos.
As opções costumam incluir “trens locais” (composições, geralmente, utilizadas por passageiros que vão ao trabalho ou à escola e realizam viagens internas); “expressos” (conhecidos como Intercity ou Eurocity, esses trens fazem menos paradas entre as estações); e “trens de alta velocidade” (são aqueles com vagões imponentes, com assentos mais confortáveis em todas as classes e que podem chegar a 320 km por hora).
Rotas cênicas: A malha ferroviária europeia conta com alguns trechos conhecidos como “rotas cênicas”, cuja paisagem exterior é protagonista, sobretudo para quem passa por regiões alpinas da Suíça, Áustria e Eslovênia. Viagens entre Munique (Alemanha) e Verona (Itália); Ljubljana e Dobova (ambas na Eslovênia); e Florença e Assis, na Itália, são algumas rotas que valem pelo visual externo. Nestes casos, reserva antecipada é fundamental.
Planejamento: Ter em mãos um bilhete comprado antecipadamente com assento marcado exige o pagamento de uma taxa extra paga apenas nas bilheterias das estações de trem que pode encarecer a viagem. O site www.eurail.com reúne empresas de mais de 20 países europeus e oferece um link chamado “Planejamento” que permite ao passageiro saber quais são as opções disponíveis para o trecho desejado.
Muitas vezes uma mesma viagem com algumas pequenas trocas de trem pode garantir uma economia considerável no preço final da passagem. Dê preferências a trechos onde a reserva não é obrigatória (no site em inglês, é comum aparecer “subject to reservation”).
Poucas empresas oferecem a possibilidade de compra ou reserva via internet (com exceção de países como Alemanha, Suíça e Itália). Na maioria dos casos, é necessário dirigir-se a uma estação para realizar possíveis reservas. Para quem quiser evitar gastos extras com reserva, a dica é usar o site http://reiseauskunft.bahn.de/bin/query.exe/en e, na hora de pesquisar os destinos, marcar a opção “all without ICE” (“todos sem Trem de Alta Velocidade”) ou então “only local transport” (“apenas transporte local”).
Passes: O sistema local de trens possui um serviço de passes que integra empresas de mais de 20 países da Europa. Atualmente, há quatro tipos de passes que estão divididos em duas categorias: o contínuo (“Continuous Pass”), que pode ser usado sem limites dentro do prazo estipulado; e o flexível (“Flexi Pass”), cujo uso é limitado ao número de dias estipulados no ato da compra. Um passe como este, por exemplo, permite ao passageiro fazer 15 viagens, independente do número de trocas de trens, em um período de dois meses. Os quatro tipos de passes variam de acordo com o número de países incluídos, podendo abranger de um a 23 países diferentes.
Seu uso é, altamente, recomendado para quem faz viagem sem pressa e pode usar trens locais que não exigem compra antecipada e nem reserva de assento. Para saber detalhes, acesse: http://portugues.eurail.com/enpt/planning. Os trens que exigem a reserva vão ter anotações como “subject to compulsory reservation” (“sujeito a reserva obrigatória”, em português). Clique na seta vermelha ao lado do horário do trem e veja os comentários e condições.
É válido ressaltar que os passes oferecem algumas vantagens de acordo com o país. Na Alemanha, por exemplo, passageiros portadores do passe viajam, gratuitamente, na rede de trem urbano (S-Bahn); na França, descontos de 50% são oferecidos para passeio no rio Sena; além de descontos em hotéis e atrações turísticas. No link http://www.eurail.com/eurail-passes/pass-benefits, é possível ver os benefícios divididos por país.
Viajantes com até 26 anos de idade contam também com descontos atraentes para a compra de passes e em países como Grécia, Itália e França é possível utilizar os passes em barcos regionais.
Fonte: Viagem.uol

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