Montenegro une monumentos medievais e praias paradisíacas


Pouco conhecido, o destino só entrou para o roteiro turístico europeu após separar-se da Sérvia, em 2006

O Opera Mundi começa nesta semana mais uma série de reportagens sobre destinos turísticos no Leste Europeu. Desta vez, serão seis países dos Bálcãs que visitamos no verão do hemisfério norte, ainda pouco conhecidos para viajantes brasileiros e, por isso mesmo, surpreendentes. Sérvia, Montenegro, Bósnia, Croácia e Macedônia integravam a antiga Iugoslávia (junto com a Eslovênia, que hoje é parte da União Europeia) e, com a Bulgária, compõem o cenário dos países eslavos da região cujo potencial de turismo ainda está começando a ser descoberto. Longe dos clichês da Europa, esses lugares guardam paisagens magníficas e um rico patrimônio histórico que as quatro décadas de socialismo preservaram da exploração comercial desenfreada que assolou o Ocidente.

Praia no Leste Europeu? Com mais de 7 mil quilômetros de litoral à disposição, muitos turistas brasileiros questionariam o esforço de atravessar o oceano para pegar um bronzeado no velho continente – especialmente em praias sem onda e de pedregulho, comuns no Mediterrâneo. Mas o Brasil não tem castelos, não tem monastérios e fortalezas medievais à beira d’água. Nem montanhas bem íngremes que, circundando o litoral, guardam oito séculos de historia, conquistas e tradições desconhecidas o suficiente para ainda não terem virado clichê.

É justamente nisso que Montenegro se diferencia. A última das repúblicas da ex-Iugoslávia a ficar independente só entrou para o roteiro turístico europeu após separar-se da Sérvia, em 2006. Antes disso, era conhecida apenas entre viajantes dos países próximos e, principalmente, dos russos, que há décadas se debandam em massa rumo às praias quentes deste pequeno país nos Bálcãs. Depois, passou a investir pesado num “branding nacional” que, aproveitando a semelhança do nome, vende o país como uma Monte Carlo do Leste Europeu, com cassinos e balneários de luxo.

O fato de ter servido de locação para o primeiro da nova leva de filmes de James Bond, Casino Royale(cuja trama era originalmente ambientada em Mônaco), contribuiu para esse mal-entendido que alguns turistas desinformados ainda cometem, mas que o governo montenegrino adora.

Situado à beira do mar Adriático, Montenegro ostenta uma combinação de paisagens naturais com monumentos históricos insólitos. Os preços baixos, em comparação com outros destinos próximos (como a Grécia ou o litoral da Croácia), também fazem de lá um ótimo atrativo para quem faz viagem de mochilão. É possível aproveitar muito bem o país com uma média individual de 50 euros por dia, incluindo hospedagem e alimentação, mesmo na alta temporada. A época ideal para ir é o verão, mas, pra quem preferir fugir da muvuca, o melhor é chegar antes de junho ou na segunda metade de agosto.

A república foi poupada da destruição nas guerras que assolaram a Iugoslávia nos anos 90, o que minimizou os efeitos negativos na economia e permitiu um rápido crescimento logo após a independência, explorando o potencial turístico do terreno. Uma explicação para a beleza da paisagem natural em Montenegro é o fato de que as montanhas terminam diretamente na praia, sem quase nenhuma “baixada” entre a serra e o mar. As praias são todas calmas, a maioria com cercas em boias para separar banhistas das embarcações, e a água do Adriático, de um azul vívido, enriquece o cenário.

Opções para todo gosto

Montenegro tem três principais balneários com opções de hospedagem: Budva, Herceg Novi e Ulcinj. Todos são no litoral, enquanto a capital, Podgorica (chamada de Titogrado entre 1946 e 1992), fica no interior. Budva é o que mais tem estrutura de hotelaria e serviços, mas as reservas costumam ser lotadas com antecedência, já que a cidade é muito procurada por russos no verão do hemisfério norte. Está situada sobre um terreno plano, no fundo de uma enseada, com praias arenosas e muito frequentadas. É uma cidade nova, ainda vivendo um surto de construção e valorização imobiliária. Quartos em albergues saem por 15 euros, no mínimo. Também há zonas para camping, um pouco afastadas da cidade.

Ao lado de Budva está Bečići, que concentra resorts de luxo que exploram as praias rasas com estreita faixa de areia. Apenas cinco quilômetros ao sul, fica Sveti Stefan (Santo Estêvão), um inusitado promontório sobre o mar, com casario histórico sobre o rochedo e separado do continente por apenas um estreitíssimo istmo, à maneira do Monte Saint-Michel na França. Seguindo na estrada, chega-se à minúscula Petrovac, também com praia calma e menos explorada.

Outra zona turística é Ulcinj, que fica próxima à fronteira com a Albânia, entre o Adriático e o lago de Escútare (chamadode Skadar, em servo-croata, e Shkodër, em albanês). A maioria da população é etnicamente albanesa e, pelo menos nominalmente, muçulmana. Mesmo assim, é possível encontrar boas bebidas alcoólicas nos cafés e restaurantes. Aliás, a maior e melhor cerveja montenegrina é a Nikšicko, do tipo pilsen e leve, bem familiar aos brasileiros. Mas a bebida nacional (como de todos os países dos Bálcãs) é a rakia, aguardente feito de frutas, cuja variedade mais popular é a šljivovica (pronuncia-se “ch-lhi-vo-ví-tsa”). Em Ulcinj fica a Velika Plaža (ou “Praia Grande”), a maior praia arenosa de Montenegro.

Conhecer uma casa nos Bálcãs

Herceg Novi, por sua vez, é bem distinta. Fica na entrada da Baía de Cátaro (ou “Boka Kotorska” em servo-croata), construída literalmente nas encostas rochosas que caem direto sobre o mar – o que justifica seu apelido de “cidade das escadarias”. É como se fosse uma das capitais do Nordeste, mas apenas com a “cidade alta”, sem nenhuma “cidade baixa” além do calçadão que se estende por toda a área urbana. Mais perto do centro, as praias são de pedrinhas, com água nem sempre limpa por causa do alto movimento de barcos e opulentos iates de celebridades, que passam o verão ancorados.

Petar Orlović

Visão de Herceg Novi a partir da ilha de Mamula

A cidade não tem albergues e os poucos hotéis são luxuosos, o que faz restar para os mochileiros a opção de alugar leitos em casas de família (às vezes, dividindo com estranhos, como em albergues). Muitas senhoras e adolescentes, na época das férias, esperam na rodoviária e abordam quem desembarca dos ônibus, oferecendo sobe (quartos) ou apartmani (apartamentos) para alugar por diárias. O preço pode variar entre 10 e 25 euros, dependendo do tamanho e da localização. Poucos têm facilidades como wi-fi ou lavanderia, mas a chance de conhecer um verdadeiro ambiente doméstico nos Bálcãs pode compensar.

Herceg Novi (pronuncia-se “rértseg nôvi”) é uma antiga fortificação medieval, disputada por turcos e venezianos entre os séculos XVI e XVIII, mas que chegou a ser ocupada ainda por espanhóis, austríacos, russos e até os franceses de Napoleão. Logo de primeira, impressiona a vista da marina que adorna a montanha, dominada por duas estruturas de pedra: a Kanli Kula, ou torre turca, mais embaixo, e a fortaleza espanhola, apropriadamente chamada de… Španjola. No alto da torre, acontecem sessões de cinema a céu aberto no verão. Na parte leste da cidade fica o mosteiro ortodoxo de Savina, também com vista para o mar.

A cidade velha, dentro das muralhas, está recheada de cafés, restaurantes e lanchonetes com cadeiras nas praças, onde se podem ser saboreados frutos do mar por bons preços e variações das saladas balcânicas. Um almoço para dois, com bebida, não costuma sair por mais que 12 euros. No calçadão, comida e serviços costumam ser mais caros. Uma lan house cobra dois euros por uma hora de internet.

Passeios de um dia

De lá, é possível fazer passeios de barco ou de ônibus até cidades próximas, como Tivat, Perast e Cátaro (Kotor). Esta última é considerada uma das cidades mais belas de Montenegro e dos Bálcãs, com uma cidadela no fundo de uma baía estreita, erguida pelos bizantinos no século VI e fortificada pelos venezianos no século XV, ao pé da imensa montanha de Lovćen (cuja coloração esbranquiçada se deve ao calcário). Na praça principal, lado a lado, há a catedral católica de São Trifão, padroeiro da cidade, e a igreja ortodoxa de São Nicolau. Todo o cenário é considerado patrimônio da humanidade pela UNESCO, e, na alta temporada, cobra-se dois euros de entrada. No caminho para Kotor/Cátaro está Perast, onde fica a igrejinha de Nossa Senhora da Rocha (Gospa od Škrpjela), construída sobre uma ilhota artificial no meio da baía.

Petar Orlović

Pouco conhecidas do público em geral, as praias e ilhas de Montenegro podem ser visitadas a baixo custo

Mas apenas pela água, na Baía de Cátaro, se chega até Plava Špilja, a “Caverna Azul”, um surpreendente lago subterrâneo cuja entrada de luz permanente pela lateral confere um intenso brilho azulado à água. O passeio, com uma saída diária a partir do quebra-mar de Herceg Novi, custa nove euros por pessoa e dura a tarde inteira, incluindo paradas em uma ilha-fortaleza (Mamula) e na praia de Žanjic, com pedregulhos, mas ótima para nadar.

Herceg Novi também é uma ótima opção para quem deseja conhecer Dubrovnik, na Croácia, onde os preços de hospedagem são exorbitantes. Por isso, ficar em Montenegro e fazer passeio de um dia à cidade croata vale a pena: a passagem custa oito euros e o percurso leva entre 2h30 e 3h, cada perna. Só é importante lembrar de levar o passaporte nessa visita, porque os dois países não estão na União Europeia (a Croácia deve entrar em julho de 2013) e, embora ambos fizessem parte da antiga Iugoslávia, há controle de fronteira.

Transporte e serviços

Pode-se chegar a Montenegro de ônibus, descendo pelo litoral da Croácia ou pelo sul da Bósnia; ou também para quem sobe da Grécia, atravessando a Macedônia e a Albânia; de trem, saindo da Sérvia (na magnífica ferrovia Belgrado-Bar, que atravessa desfiladeiros em mais de 400 pontes, algumas com quase 200 metros de altura); ou de avião, pelo aeroporto de Podgorica. Há voos regulares de companhias regionais saindo de Paris, Roma, Frankfurt, Viena, Belgrado, Zagreb e Istambul, mas nenhum por empresas de baixo custo. O pequeno aeroporto de Tivat, perto de Herceg Novi, recebe voos sazonais de Belgrado e Zurique. As estradas estão em boas condições, o que ainda abre a opção de alugar um carro para ficar baseado em uma cidade e conhecer as outras.

Montenegro adota o euro como moeda corrente (mesmo sem autorização do Banco Central Europeu), o que facilita o câmbio. O idioma local é o servo-croata (embora alguns patriotas insistam em chamar de “língua montenegrina”), escrito tanto em alfabeto latino quanto em cirílico. Por causa da forte presença de russos no país, muitos anúncios e placas na rua também são escritos em russo, que é da mesma família, mas diferente da língua local. O povo montenegrino é de etnia sérvia e religião ortodoxa, embora continuem existindo rincões católicos que, historicamente, sempre conviveram pacificamente.

Desde 2009, o país não exige mais vistos para brasileiros, por um período de até 90 dias seguidos. Passageiros com passaportes europeus são igualmente dispensados de visto. Um ponto negativo é que poucas pessoas falam inglês, inclusive os que trabalham com atividades ligadas ao turismo. Por causa da proximidade, muitos falam italiano, o que pode facilitar a comunicação com brasileiros – mas nem sempre.

Fonte: Opera Mundi

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